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Compliance

Programa de compliance: o que ele previne na prática

Por Diego Antonio Ribas · Leitura ~4 min

"Compliance" deixou de ser jargão e passou a integrar a rotina de empresas de diversos portes. Mas, na prática, o que um programa de integridade efetivamente previne?

No Brasil, o tema ganhou força com a Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), que prevê a responsabilização objetiva da pessoa jurídica por atos lesivos à administração pública. Sua regulamentação federal (Decreto nº 11.129/2022) detalha parâmetros de um programa de integridade. Entre os pilares geralmente reconhecidos:

O que isso previne

Reduz a probabilidade de fraudes, corrupção e desvios; cria barreiras e trilhas de auditoria; e, quando bem implementado e efetivo, pode ser considerado na dosimetria de sanções administrativas. Há ainda a dimensão penal: condutas individuais de gestores e colaboradores podem gerar responsabilização própria, o que reforça a importância de controles preventivos.

Vale o registro: um programa "de papel" não cumpre seu papel. A efetividade — e não apenas a existência formal — é o que importa.

Empresas que avaliam implantar ou revisar um programa de integridade podem buscar orientação jurídica para adequá-lo à sua realidade e ao seu setor.
Diego Antonio RibasOAB/PR 63.861 · OAB/SC 65.175 · diegoribas.adv.br

Conteúdo meramente informativo, sem aconselhamento a casos concretos, em conformidade com as normas éticas da advocacia (Provimento 205/2021 da OAB).